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afonsonunes

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O anjinho de branco vestido chamado Seguro acaba de iniciar a descida às profundezas do inferno onde decidiu juntar-se a Passos e aos seus diabinhos de profissão. Talvez até já tenha lugar reservado.

Ainda lhe falta juntar Sócrates a Costa nas suas deambulações acusatórias, mas lá chegará, para que não difira nada dos seus novos irmãos de procedimentos. A culpa é sempre de alguém, menos deles.

Seguro quer ser como Passos, ou já o é. O mundo uniu-se para os tramar. O país está cheio de irresponsáveis que não conseguem compreender as suas virtudes políticas. Daí os seus ataques de fúria.

Náufragos com água pela barba, mas com os pés presos no lodo que os não deixa sair dele. Amaldiçoam os deuses que os submeteram a tão dura prova, quando o paraíso já lhes abria as portas do sucesso.

Seguro não compreendeu que quem não tem medo, vai à luta e tenta vencer no campo da honra. O virtuoso da política, afinal, é como Passos. Quer ganhar o poder como outrora ganhou o partido.

O partido e o poder têm de se conquistar todos os dias, para que a sua posse se torne efetiva. Ou se conquistam, ou se perdem em favor de quem mais os merecer. Aí, não há traições ou irresponsáveis.

Costa tem sobre eles a vantagem de se comportar como um homem de convicções. Que sabe o que quer e sabe dizer como pensa realizá-lo. Se o vai conseguir, ou não, é outra história. A política é assim.