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afonsonunes

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09 Jul, 2016

Sem sanções

 

Não se tem falado de outra coisa. Há sensações para todos os gostos. Por mim tenho a sensação de que a pior sanção que nos pode calhar na rifa é levarmos uma ensaboadela amanhã em S. Denis.

Que me importa lá a mim que a Merkel e a sua trupe castiguem a trupe das suas amizades? Estou-me nas tintas, embora saiba perfeitamente que também me caberá uma data de euros na respetiva liquidação.

Mas, já me obrigaram tantas vezes a repetir essa gracinha que já nem ligo, para bem da minha estabilidade mental. Pelo contrário, acho até que sinto alguma felicidade por estar a contribuir para a felicidade de alguns débeis mentais.

Alem disso, tenho imenso tempo para pensar nisso. Até amanhã às vinte e duas horas não quero pensar em mais nada que não seja a sanção de S. Denis. Ou aplicamos uma gostosa sanção, ou aplicam-nos uma tremenda deceção.

Não gosto de quem fala demais e antes do tempo. E isto tem sido o pão nosso de cada dia. É o folhetim das sanções e é a telenovela do europeu. E eu, dividido, sem saber para qual desses dois amores de perdição me hei de voltar.

Gosto muito do Fernando Santos, porque com a sua fé inabalável se sujeita a todos os riscos. Até a jogar mal só para poder ganhar. Preterindo uns e chamando outros. Jogar bem e ganhar é que não. Mas tenho de reconhecer que é a fé que nos tem salvado.

Tenho cá as minhas sensações que o Passos e todos os Passados, estão do lado da trupe amiga lá de fora quanto às sanções. Não querem as deles, mas anseiam pelas dos outros. Nomeadamente, o Sansão e a Dalila da nossa última trupe governativa que Deus haja.

Tenho de terminar estas linhas, pois já estou em pulgas para ver como acaba este sufoco de sensações. Espero bem que Fernando Santos passe esta noite todinha a rezar aos seus colegas Santos, para que a França não nos sancione. Sobretudo, o S. Denis, que não estará a pensar no Sansão e na Dalila dos jogos na nossa perdição.