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afonsonunes

afonsonunes

13 Dez, 2014

SIM, EM CAIXA

 

Não sei se o que vou escrever encaixa na realidade que cada vez mais se descobre, pelo que se vai lendo e escrevendo. Por vezes, já com alguns contornos de credibilidade, outras vezes com muita imaginação idiota.

Uma coisa é certa. O dinheiro em caixa é dado como certo em quase todas as notícias e em todas as que pretendem sê-lo. A caixa onde esse dinheiro foi depositado é que parece muito incerta. E os titulares da caixa também.

O dinheiro e a caixa parecem não encaixar na generosidade de quem não acredita na sua. E não acreditando na sua generosidade, não pode deixar de condenar a dos outros. Logo, a generosidade é coisa de criminosos.

Estou a falar de comportamentos de gente normalíssima que tem dinheiro normal. De gente que ora tem milhões e no dia seguinte já tem de pedir dinheiro emprestado. Que tem casa e depois vive em casa alugada.

Este tipo de pessoas tem tudo para se encaixar no estilo de vida de cadastrados, que contaminaram ou foram contaminados, por uma data de amigos que, só por isso, não merecem menos que a prisão preventiva.

Mas não estou a falar de gente que retirou, ou deixou retirar, para si próprio, da caixa dos bancos, muitos milhares, ou mesmo milhões. Isto, sim, encaixa perfeitamente naquele conceito de boa e sã generosidade.

Generosidade, que lhes dá todo o direito de nem sequer deixar que se pense neles, pois não parecem o que são, na sua vida digna, respeitável, exemplar, quando comparados com os que parecem, mas não são.

Sim, o dinheiro dos que se julgam com generosidade positiva a mais, ou a menos, não é o mesmo dos que são julgados com generosidade negativa. Uns podem encaixar à vontade, outros têm de se deixar encaixotar.

É bom que se vá pensando que já não estamos em tempo de alguém andar a toque de caixa. Nem tão pouco que as caixas fortes dos bancos, que têm o dinheiro do povo, alimentem julgadores demasiado encaixados.