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afonsonunes

afonsonunes

04 Abr, 2014

SURPREENDENTE

 

 

Não, já nada é surpreendente neste país surpreendido a toda a hora por notícias que nem valia a pena gastar tempo a elaborá-las, nem a serem lidas ou ouvidas. O título não é da minha lavra, mas sim apanhado no ar.

Não é surpreendente que a Assembleia da República tivesse sido mais uma vez invadida, agora por um gás que levou alguns deputados mais cautelosos a abandonar os seus lugares. Não foi medo com certeza.

Talvez não estivessem preparados, em termos de consciência, para correr o risco de desmaiar. Ou então sentiram que o cheiro do tal gás poderia ter-se evadido do assento das suas cadeiras e deixaram-nas a arejar.

Ora, nada disto é surpreendente, num dia em que a agitação da AR esteve particularmente forte, com os dois maiores galos de cristas eriçadas, a creditarem argumentos, ou bicadas, para as eleições lixadas que aí vêm.      

E com tantas ondas agitadas não é surpreendente que o país todo esteja cheio de maus cheiros. A maior parte deles provenientes daquele local, onde a flatulência nem sempre escolhe o melhor local para desopilar. 

Também não é surpreendente que haja gente tão habituada a ambientes que tresandam e se retirem assim, sem sequer avisarem dos perigos que podem ter deixado para trás. Gases, são gases, venham lá de onde vierem.

Não deve ter sido por causa disso, mas a verdade é que vi hoje uma foto do primeiro-ministro na AR, em que aparece a tapar o nariz com os dedos. Não me surpreenderia se tivesse dito alguma coisa mal cheirosa.