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afonsonunes

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Já que tenho de ser tanso, deixem-me ao menos sê-lo à minha maneira. Que é tentar não ser o único. Sobretudo, aferindo a minha pouca esperteza com a daqueles que me obrigam a aceitar a deles.  

O governo quer obrigar-me a estar feliz com o que dizem que vão oferecer-me lá mais para a frente. Eu lembro a felicidade que me foi dada, com todo o prazer, durante os últimos três anos. E agradeço.

Claro que estou a ser sincero, tal como não duvido da sinceridade com que me brindaram até aqui. E vão continuar a brindar daqui em diante, pois não tenho motivos para desconfiar do que me oferecem.

É verdade que eu estou a ser tanso pelo reconhecimento que presto ao governo pelo muito que me tem dado. Mas também é verdade que me sinto reconfortado por haver alguém mais tanso que eu.

Juro que não vou mudar de palavreado nos próximos dias. Talvez até nas próximas semanas, ou meses. Mas tenho esperança que o governo e os seus craques não me julguem mais tansos que eles.

Eu prezo muito a minha verdade e a minha coerência. Tanso, sim, mas tanso até ao fim. Já os meus amigos na ‘tansinidade’ têm a sua verdade e a sua coerência indexada à sua evidente incompetência.