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afonsonunes

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22 Set, 2015

TEMPOS DE MALHA

 

É verdade, são tempos de malhar nesta grande eira que é o nosso pequeno país. Aí, não são malhados os cereais, mas todos os políticos que estendem o corpo ao sol e levam com o mangual dos bons malhadores.

Uns dizem que gostam de malhar, outros até gostam de ser malhados. Do mesmo modo que há os que correm à frente de quem os persegue, cheios de medo de serem apanhados, e os que sabem que a corrida vai ser canja.

A esquerda gosta de malhar na direita, mas nem toda ela ao jeito do autor da ideia, o socialista Augusto Santos Silva. Os de outras cores, Jerónimo e Catarina, gostam de malhar na eira e fora dela, ao sol e à chuva. Sempre.

Obviamente que a malhação deles, tal como a corrida, tem outra meta. Como nunca lá chegarão em primeiros para receber o prémio, correm para ganhar outros prémios, tipo voto é dinheiro, ou lugares na bancada.

Não interessa a quem os vão tirar. Mas precisam de votos para manter os lugares e a sobrevivência do clube. É evidente que os outros também correm e malham por isso. Mas a sua meta visa muito mais: o doce poder.

Há os que querem correr com eles e os que têm medo de ser corridos. Estes, só podem ser os que detêm o poder. Os outros, correm apenas o risco de ficar onde estão. Todos vão percorrendo o país, sempre a malhar.

Há quem gostava de os ver a correr uns com os outros, como se fossem da mesma equipa. Nada de ilusões. Corrida não é jogging. Corrida é luta contra os adversários, é esforço, é competição. Dura. É ganhar ou perder.

E, como se tem visto nesta campanha, é luta quase sempre virulenta, desleal, com truques, com estratégias de engano dos eleitores, em lugar de cada partido se afirmar pelo que sabe e oferece a quem pede o voto.

Mas, quando se fala em saber, não pode ser o saber da coscuvilhice e da mentira, por vezes soez, que nada tem a ver com o saber como se governa um país, ou como se tem inteligência, respeitando quem os elege. O povo.