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afonsonunes

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14 Jul, 2016

Teodora

 

O Conselho de Finanças presidido por Teodora Cardoso não tem feito outra coisa que não seja levantar dúvidas, por reticências, mandar palpites ao governo, sem nunca ter a coragem de fazer afirmações claras e objetivas de concordância ou rejeição das contas públicas.

Teodora e seus compadres Teodoros, bem podiam ter sabedorias e competências para se afirmarem num órgão que, sendo Conselho, devia aconselhar o governo a fazer bem o que entende estar mal. Acontece que, o modo como se pronuncia, deixa implícito que, na minha opinião, não serve para nada.

Hoje, o Presidente da República, pronunciou-se sobre as dúvidas de Teodora e sus muchachos. Disse Marcelo que os próximos dados orçamentais do primeiro semestre viriam ‘acalmar’ o dito Conselho. Ora aí temos um Presidente que fala claro aos portugueses. E se mostra muito preocupado quando sente que há portugueses muito nervosos. E quiçá que não se tratam atempadamente.

E falar claro é dizer o que pensa sobre a qualidade e quantidade de ‘opinionistas’ que turvam as águas que banham o país. Marcelo não é propriamente um bota abaixo de nada, nem um exacerbado louvaminhas daquilo que lhe mandam enaltecer. Deixou de ser o ´catavento’ que os seus mais diletos críticos de agora sempre louvaram.

Desse Marcelo de outros tempos sempre fui um crítico consciente. Deste Marcelo presidente, só posso dizer que me enganou completamente. O país encontrou um presidente coerente, popular, sincero e que não dorme na cadeira presidencial, nem se encosta a quem lhe quer dar música.

O Conselho de Finanças está transformado em porta voz da direita mais radical, que tem em Teodora uma das suas melhores aliadas. Obviamente que um conselho assim, não serve para nada. O governo segue o seu caminho como se nada ouvisse. O presidente diz ao conselho para ter calma.

Sim, seria bom que houvesse a calma suficiente para que o país siga o seu caminho. Que agora é outro. Mas quem traça os caminhos não são os que andaram por veredas muito estreitas e sinuosas. Que deixaram o país descalço no meio dos pedregulhos das veredas. Nem é a D. Teodora e seus diletos companheiros. Nem será preciso que alguém lhe segrede ao ouvido: Teodora, porque não vai embora?