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afonsonunes

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01 Abr, 2014

TRANSIÇÂO

 

 

Ao fazer a habitual ronda pela informação do dia, pareceu-me ter visto várias notícias próprias do dia um de Abril. Se me tiver enganado, então é porque já nem se pode acreditar na genuinidade das mentiras deste dia.

É óbvio que não vou enumerá-las para não dar aso a que me chamem mentiroso. Embora hoje, até pudesse desculpar-me com a data. Mas, não quero roubar o protagonismo deste dia a quem mais o merece.

Cá para mim, hoje é um dia muito especial para um dos mais célebres mentirosos de sempre, senão mesmo o maior, para muitos portugueses. José Sócrates, com certeza. Que hoje cedeu definitivamente esse troféu.

Não sei se isso representa um alívio para ele, ou se vai sentir uma certa frustração por ter sido ultrapassado por alguém de quem notoriamente não gosta. Ninguém gosta de perder nada, mas esse cetro, não sei, não.

Toda a gente gosta de ganhar, seja lá o que for. E mais ainda, quando se ganha a alguém que constitui uma espinha atravessada na garganta. Daí que os dois herdeiros de Sócrates, deviam sentir-se mais felizes hoje.

Mas não será fácil ver os seus amigos Passos Coelho e Paulo Portas galardoados por três anos de mentiras permanentes. Suponho que José Sócrates já terá dito hoje, ‘ era só o que me faltava ’. Mas ele sabe perder.

Esta transição de um, para dois, tem até uma aparência de injustiça, por Sócrates ver repartido o seu fulgor individual de tantos anos, por dois apagados mentirosos. Mas, a vida é assim. As mentiras não têm dono.

Depois, há os mentirosos que se vão regenerando com o tempo e com as línguas que se vão calando. E há os mentirosos que estão em crescendo, ano após ano, com a cotação das suas generosas e qualificadas mentiras.