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afonsonunes

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O país está cheio de dinheiro vindo do suor da grande maioria dos portugueses. Mas, está tudo bem. Foi subtraído por uma boa causa. Para encher os três porquinhos mealheiro guardados no cofre-forte do estado.

O mais reluzente dos porquinhos é dourado. Os mais finos dizem que é ‘gold’. Tem inscrito o nome de Paulo, pois dizem que ele fez entrar ali muitos largos milhões. Não percebo porque couberam num só porquinho.

Ou então, não se trata de um porquinho, mas de um enorme porco. Com capacidade para incontáveis milhões, pois a ideia é de que o fluxo de entradas é para continuar, segundo a vontade dos três bons porquinhos.

O segundo porquinho é prateado. Mas, devido ao cuidado especial na sua manutenção, brilha quase tanto como se fosse dourado. Na sua inscrição pode ler-se o nome de Maria. Já esteve ao lado, mas agora está sob Paulo.

Em boa verdade é uma porquinha mealheiro que o tem mantido cheio com as vendas e com as idas aos mercados e às feiras. Sempre com o superior aval do porquinho dourado, grande entendido em poupanças.

O terceiro porquinho é bronzeado. Está um tanto carecido de brilho por falta de polimento. Ou talvez porque os porquinhos dourado e prateado o ofusquem com o fulgor que deles emana. Tem gravado o nome de Pedro.

No entanto, também está cheio, supostamente com o que já não cabe nos outros dois, pois o Pedro é um nabo nestas questões de angariar milhões. Nem sabe de onde eles vêm, nem sabe para onde vão. Os outros sabem.

O mealheiro porquinho do Paulo está a transbordar. O da Maria está bem guarnecido. O do Pedro está bem composto. Três porquinhos, que nem são leitões nem porcos. Há quem não resista a querer ver aí porcalhões.

Não por causa do dinheiro, que esse é limpinho que nem oiro de lei. Mas as línguas, essas, alto e para o baile. E não são mais que aquilo que eles afirmam ver nas línguas dos seus adversários. É uma questão de porcaria.

Agora o que o povo não entende mesmo, é o facto de dentro do grande cofre do estado estarem três porcos, ou porquinhos, a rebentar pelas costuras. O povo acha que esse dinheiro não devia estar dentro de porcos.

E acha que, apesar de já meio chineses, não podemos pensar que o governo português lhes segue os passos. O governo chinês deu instruções precisas, para que as notícias económicas fossem dadas de forma positiva.

Ora, ao longo do dia de hoje, com o desplante do INE, O Pedro está incansável a mostrar como tudo o que diz e faz, tem de ser visto de forma positiva. Mesmo agradável. Paulo, Maria e Pedro já não são portugueses.