Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

afonsonunes

afonsonunes

21 Abr, 2015

TRILEMA

 

Quase passamos a vida a falar de dilemas que nos dificultam a tomada de decisões. Mas não lembra a questão dos trilemas. Em lugar de pensarmos em duas soluções alternativas, colocamos mais uma. Passam a ser três.

Ora, este simples modo de ver as coisas está mesmo calhado para o momento que passa. Uma parte importante dos portugueses está possuída pelo dilema: ir votar ou não ir votar. Pois, este é para esquecer.

Ir votar é fundamental. Portanto não se discute. E então põe-se o trilema: votar no PS, votar no PSD com ou sem CDS, ou votar num dos outros todos. Mas votar mesmo, sem pensar nos inúteis votos brancos ou nulos.

Porque em democracia escolhe-se quem deve governar. E todos podem governar, desde que se disponham para isso. Com maiorias ou com coligações, ou com acordos após as eleições. Mas que grandes novidades!

Pois, mas eu guardei as novidades para o fim. Se o PS ganhar as eleições sem maioria absoluta, deve propor ao PCP que indique o primeiro-ministro. Ao BE que indique o vice. E o PS teria só o ministro do Ambiente.

Quanto aos ministros, é uma questão do PCP. Democraticamente, não lhe seria difícil, sem trilemas, designá-los a dedo entre os prediletos do Jerónimo, da Catarina, da Heloísa, do Marinho e dos outros destas bandas.

Se a direita ganhar o direito a governar, Pires de Lima deve ser o próximo primeiro-ministro. Mota Soares, o vice. E Assunção Cristas a ministra das Finanças. O PSD? Os ministros atuais, vão para subsecretários de estado.

Portanto, deixemo-nos de dilemas e de trilemas. A esquerda merece ganhar as eleições, mas tudo tem de ser diferente do que tem sido. O PS tem o dever de manter o bom ambiente entre todos. E não faz mais nada.

Quanto à direita, se acaso lá chegar, também tem de mudar muito. E sem Portas, o CDS muda tudo. Continua lá um Pedro, mas este, enquanto fala, está sempre a dizer que sim. Bom sinal. Pires de Lima? Tem muita graça.

Que sempre foi o que faltou ao atual titular. Cristas, por seu lado, é um poço de dinheiro. E mais ainda, quando for futura ministra do Kiwi. Além disso, tem outro ar. A atual titular tem ar de tesa. Finanças assim, não.

Isto de escrever a esta hora não dá nada. Estou em pulgas, porque nunca mais chegam as 19H45. É lá possível hoje, pensar nos ‘alemões’ e seus aliados de cá. Nem pensar! Olha, meia bola e força. Com missão cumprida.

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.