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afonsonunes

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22 Fev, 2015

TROCAS

 

O PS precisa de alguém que alimente a fome de especulações dos seus opositores. Porque Costa está muito agarrado à contenção que a situação política nacional e europeia aconselha. Mas a oposição quer barulho.

Ao que parece, barulho é o que ninguém do PS precisa para calar a oposição. Porque já se viu que não há ninguém, nem nada, que a faça calar. Até porque tudo indica que a oposição será vítima do seu ruído.

Ainda que o PS quisesse entrar no barulho com a oposição, não o poderia fazer atualmente. A menos que o PSD e o CDS cedessem, por empréstimo, alguns dos seus melhores barulhentos. Para quebrar silêncios socialistas.

Por exemplo, o PSD poderia trocar o Marco António Costa por António Costa do PS. Bastaria eliminar o Marco e tudo ficaria arrumado numa boa troca por troca. Só que, um fala de mais, enquanto o outro fala de menos.

Mas isso resultaria em benefício de ambas as partes. Principalmente, do PSD, que acalmaria bastante o seu derrotismo encapotado e extravasado através de bandas desafinadas. O PS ganharia mais voz e mais barbas.

A troca que mais interessaria ao PS, neste momento, era a de Paula Teixeira da Cruz por Ana Gomes. Ambas são, por natureza, guerreiras das injustiças. É uma grande injustiça que elas não possam fazer a sua justiça.

A propósito de justiça, três casos de grande importância. Um artigo de Pedro Marques Lopes no DN de hoje, uma opinião de Marinho e Pinto sobre Sócrates e o artigo da advogada de Santos Silva. Dá para meditar.

O artigo do DN é uma lição de bom senso, clareza e respeito pela pessoa humana. Marinho e Pinto garante que Sócrates não devia estar detido. A advogada de Santos Silva citou crimes na justiça. Será caso para trocas?

Deixei para o fim a grande troca do futuro. Cavaco Silva por António Guterres. Ambos dirão que não, mas a verdade é que o país está primeiro. Cavaco no ACNUR poria fim aos refugiados. Guterres poria fim ao refúgio.

Os refugiados que se desenrasquem. Cada um que trate de si. Os países já estão todos tão pobres que, eles próprios, têm de se refugiar. Mas, Belém deixaria de ser um refúgio presidencial. Cada um, é para o que nasce.

Passos, Portas e companhias, não têm ninguém à altura para serem objeto de trocas com utilidade para o país. Mal por mal já basta assim. Poderia ser que Guterres repetisse a cena do pântano. Com outros pantaneiros.