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afonsonunes

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Vivemos num país de truques e habilidades. Tudo porque quem nos governa vive mesmo, ou sobrevive, à custa de malabarismos que nem os artistas de circo conseguiriam fazer melhor. Com redes a proteger tudo.

Redes com ramificações que, embora invisíveis à vista desarmada, sentem-se a cada passo que ensaiamos em qualquer direção. Redes com malhas mais apertadas, ou mais estreitas, consoante o pobre enredado.

A direita no poder está enredada nas redes que lançou nos últimos quatro anos. Agora, em aflição, lança apelos em todas as direções e aos quatro ventos, na esperança de que surja o milagre da sua difícil recuperação.

Os dois políticos mais truculentos que o país já teve em democracia, Portas e Passos, cada um à sua maneira, exibem as suas acrobacias à vontade, seguros das proteções que lançaram à volta do seu espetáculo.

Parece difícil resistir à organização, que te ares de perfeita, para ser desmistificada. Passos diz estar apetrechado com tudo o que julga necessário para conquistar o país. Mas a verdade é que o país não o quer.

Portas esperneia na corda bamba, julgando que o seu paleio é garantia da sua inteligência, perante a estupidez de quem tem de o aturar. Mas, a inteligência por vezes é tão estúpida, que acaba por morrer chorando.

O dia quatro de outubro vai ser uma festa. Não é certo dizer já para quem. Mas Passos, Portas e os seus mordomos, estão a cometer um erro que pode tornar-se trágico. Estão a gastar todos os foguetes antes da festa.

A menos que prevejam já agora, que os não poderão deitar no dia, fazem já a sua festarola com antecedência. Não era bonito entrarem na festa dos outros. Embora se encontre sempre motivo para dizer que todos ganham.

O apóstolo Pedro está a ficar pregador de voz doce e conciliatória. Já lá vai o tempo da crispação. Ele lá sabe porquê. Já o seu ateu sacristão, que julga saber mais que o Papa, está agora mais agressivo e rude que nunca.

Sobretudo, quando lhe tocam no seu meio subaquático. Ou no seu inesquecível mundo passado, de sombras de árvores frondosas. Já o sonso Pedro, não domina as saudades dos sucessos de gestor de falências.