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afonsonunes

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Um coelho fora da toca em época de caça é um coelho sempre em risco de ser abatido. O Coelho fora do governo sente-se um desprotegido fora de S. Bento. E a morte política é uma sombra negra que persegue quem dali saiu inesperadamente, como que corrido a tiro por caçadores ávidos de pelo de caça.

E o maior sintoma de morte política é a falta de argumentos para combater o seu sucessor. O último que conheço diz que o Orçamento é da responsabilidade do governo e dos partidos que o apoiam. Que não venham pedir batatinhas à oposição, ou seja, tirem o cavalinho da chuva.

Não acredito que o PM Costa já tenha dado o mais pequeno sinal de que pensa recorrer à direita para darem uma ajudinha na aprovação do documento fundamental para a sobrevivência do governo. Estará Passos a olhar par o seu sósia do PP espanhol que não larga da mão o Pedro Sanches?

Ou estará Passos mais uma vez a sonhar com um cavalinho que venha tirá-lo da chuva de desilusões que lhe adensam a vida política? Pois, se não tem mais novidades que não sejam os cavalinhos e as chuvadas que lhe vão encharcando o corpo de suores frios, mal lhe vai a vida.

O mesmo se passa com a demarcação de Marcelo quanto às contas públicas. Diz ele que os dados que tem podem não ser tão completos como os do PR. Isso quer dizer simplesmente que anda mal informado e ao mesmo tempo que os seus colaboradores o não tiram da incompetência que sempre o acompanhou.

Enquanto for líder da oposição tem o direito e o dever de combater o governo para conseguir destroná-lo. Mas que o faça com a limpeza que se exige a quem quer governar. Ora essa limpeza continua cada vez menos visível em quem nunca a soube exibir em quase tudo o que fez.

Como se falou muito de justiça no dia de ontem, seria bom que a velha justiça, já apelidada de salazarenta, se voltasse tanto para a direita como o tem feito com a esquerda. Passos e Portas não são mais nem menos que outros, no escrutínio a que devem estar todos sujeitos sem exceção.