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afonsonunes

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Tem-se falado muito de corrupção neste país que quase não sabe o que é isso. No entanto, tem forçosamente que tornar-se um direito de todos e não apenas de alguns. Sobretudo, de alguns sortudos bem conhecidos.

Já que o zé-povinho só tem servido para disfarçar a corrupção, está na hora de ter também direito a usufruir dela. Aliás, já há quem se tenha apercebido disso. Não quer fatura de nada, mas tem descontos em tudo.

Já me apercebi que os fornecedores, de um modo geral, têm receio que o governo arrepie caminho e, em lugar de sortear carros, contrate mais fiscais. É uma questão de fazer bem as contas e, sobretudo, de eficácia.

Claro que há boas razões para pensar que o governo não sabe fazer contas. E também sabemos que, se os fiscais contratados forem daqueles boys que a gente conhece, então, é melhor deixar estar tudo como está.

Mas, o povo tem direito a defender-se. Se ninguém quer acabar com a corrupção, se o governo não tem estratégia para a combater, então que estenda a todos os cidadãos o direito de a praticar dentro da legalidade.

‘Mai nada’!... Disseram em uníssono alguns especialistas na matéria, quando lhes expliquei as vantagens desta minha descoberta. Isto é como na taluda. Jogam milhões sai só a um. Sem fatura o desconto é para todos.

Assim é que é democracia. Sair mais um carro a um ricaço é um privilégio. Pagar menos por tudo o que se compra no dia-a-dia, é um ato de justiça, pois são os pobres a quem dá mais jeito poupar cêntimos ou alguns euros.

Já que a maior parte dos cidadãos vão perdendo todos os direitos, já que as leis só são para cumprir por quem não tem dinheiro e já que alguns nos vão querendo cortar o pio, por favor, deixem-nos ser corruptos como eles.