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afonsonunes

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09 Jun, 2014

UMA EQUIPA EMPATADA

 

 

O governo é uma equipa empatada, e na eminência de ver surgir a derrota, mais que uma vitória arrancada nos últimos minutos de contenda. Nesses apertos, o melhor é começar a deitar bolas fora.

Que é como quem diz, a gastar o tempo suficiente, para ir a prolongamento. E, se necessário, à lotaria dos penaltis. Tudo porque o governo não teve pernas, nem cabeça, para saber correr e pensar.

Andou três anos no jogo do empata, a deitar bolas fora, completamente incapaz de se lançar ao ataque, à procura de alguns golos que lhe garantissem uma vitória clara, em dezassete de Maio.

Vitória que foi bastante festejada antes do tempo. Uma espécie de libertação de um pesadelo, a reconquista da liberdade e da independência. Agora, já nem Maio nem Junho. É prolongamento.

Um prolongamento que chega após muitas gloriosas vitórias, com muitos elogios dos patrocinadores e dos árbitros que apitaram bem que se farta. Chegados aqui, é melhor ir pensando já nos penaltis.

Pode ser que os dois capitães da equipa e o treinador, tenham um assomo de energia que lhes faça recuperar a força e ‘o poder com uma gata pelo rabo’, para acertarem dentro dos três paus da baliza.

Mas, já que vão para o prolongamento, ao menos que façam os possíveis por ganhar nos descontos, porque depois já só há lotaria. E nessa, é preciso apostar muito e bem. Senão, lá se vai a libertação.

Em equipa que ganha não se mexe. E esta equipa de três valiosas estrelas não pode ir para o banco. Os suplentes, em delírio para os substituir, só têm a ganhar enquanto estiverem quietos no banco.

Porque os titulares, fartos de ganhar, já foram de vitória em vitória durante mais de três anos. Agora, quase tudo indica que começam a ir de derrota em derrota até que ninguém os queira substituir.