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afonsonunes

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Dez de Junho, mais um daqueles dias em que ouvimos aquelas palavras a que tanto estamos habituados. Umas, como pancadas de martelo, acertaram no cravo, outras, mais do dobro, nem por isso.

Diz o povo, quando a conversa é dúbia, que se está a dar uma no cravo, outra na ferradura. Ora, o objetivo é acertar sempre no cravo, para que a ferradura fique bem pregada, sem desperdício de esforço.

Traduzindo o sentido do dito popular para as palavras proferidas hoje, verificamos que algumas delas, se ajustam à realidade mas outras, não passam de palavras para o vento levar para outro lado.

Aliás, todas elas são repetidas, ciclicamente, umas para agradar a uns, sem se dizer a quem, outras, para atingir outros, que não se identificam. São os chamados recados que servem para todos.

Mas servem, principalmente, para ver se a popularidade aumenta, já que ela anda muito baixa. E não é assim que ela vai subir. Fala-se muito de sacrifícios e elogia-se muito quem os faz. Os sacrificados.

Porque não são trouxas, os sacrificados, olham à sua volta e veem que muito do dinheiro que lhes faz falta, é gasto faustosamente por quem lhes elogia a coragem de sofrer, mas não se abstém de nada.

Há palavras que são marteladas nos ouvidos de quem as ouve com a maior das amarguras. Por cada palavra de pretensa esperança, logo vêm duas de declarada continuação do sistema que sufoca e agoniza.

O país precisa que cada martelada seja dirigida a um cravo em concreto. Que cada martelada não mais atinja a ferradura da besta errada. As marteladas no sítio errado revelam falta de pontaria.

O povo português está a pagar um preço insuportável por essa desastrosa falta de pontaria de atiradores de palavras inúteis. Quer vê-los a martelar nos seus próprios pés. A ver se lhes dói um pouco.

Dez de Junho, mais um daqueles dias em que ouvimos aquelas palavras a que tanto estamos habituados. Umas, como pancadas de martelo, acertaram no cravo, outras, mais do dobro, nem por isso.

Diz o povo, quando a conversa é dúbia, que se está a dar uma no cravo, outra na ferradura. Ora, o objetivo é acertar sempre no cravo, para que a ferradura fique bem pregada, sem desperdício de esforço.

Traduzindo o sentido do dito popular para as palavras proferidas hoje, verificamos que algumas delas, se ajustam à realidade mas outras, não passam de palavras para o vento levar para outro lado.

Aliás, todas elas são repetidas, ciclicamente, umas para agradar a uns, sem se dizer a quem, outras, para atingir outros, que não se identificam. São os chamados recados que servem para todos.

Mas servem, principalmente, para ver se a popularidade aumenta, já que ela anda muito baixa. E não é assim que ela vai subir. Fala-se muito de sacrifícios e elogia-se muito quem os faz. Os sacrificados.

Porque não são trouxas, os sacrificados, olham à sua volta e veem que muito do dinheiro que lhes faz falta, é gasto faustosamente por quem lhes elogia a coragem de sofrer, mas não se abstém de nada.

Há palavras que são marteladas nos ouvidos de quem as ouve com a maior das amarguras. Por cada palavra de pretensa esperança, logo vêm duas de declarada continuação do sistema que sufoca e agoniza.

O país precisa que cada martelada seja dirigida a um cravo em concreto. Que cada martelada não mais atinja a ferradura da besta errada. As marteladas no sítio errado revelam falta de pontaria.

O povo português está a pagar um preço insuportável por essa desastrosa falta de pontaria de atiradores de palavras inúteis. Quer vê-los a martelar nos seus próprios pés. A ver se lhes dói um pouco.

 

 

 

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