Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

12 Dez, 2014

VAMOS A CONTAS

 

Vamos às contas dos outros que as minhas estão feitas faz muito tempo. Ando eu numa fona a fazer compras de castigo para pedir faturas com o número de contribuinte e afinal sinto-me defraudado. E enganado.

Porque ainda não me saiu o prometido carrão, ao contribuir para diminuir a economia paralela. Mas isso é o menos, porque tenho um carrito que me faz o mesmo serviço. O pior é o resto. A economia paralela aumentou.

Quer-se dizer. Anda uma pessoa a pedir faturas patrioticamente, para depois não servir para nada. Ou melhor, para ficar prejudicado, pois a fatura também custa dinheiro. Ou não? E lá se vai o patriotismo.

Até já pensei se vale a pena sonhar com o carrão, ou se vale a pena o estado, ou o governo, fazer contas ao custo benefício. É que se o estado e o governo não beneficiam com o negócio, eu também me estou nas tintas.

Tenho ouvido dizer que, sim senhor, que a ideia foi um sucesso de se lhe tirar o chapéu. Pois, está bem, eu tiro, mas fazem favor de me explicar como é que a paralela aumenta e a real não diminui. São contas, não é?

Pois bem. Eu já arranjei uma solução para essa questão. Mais uma, das muitas que eu arranjo de borla. Cancelem lá esses sorteios de carrões. Já não há quem ligue a isso. Sorteiem um comboio por dia e vão vê-lo passar.

O fisco anda agora muito preocupado e ocupado com o Sócrates, com os amigos do Sócrates e os amigos dos amigos do Sócrates, como com os inimigos do Passos que querem que o fisco lhe faça o mesmo que ao tal.

Já agora ainda adianto outra solução para minorar a perda de receitas com a economia paralela. É fazer um acordo com a Santa Casa para passar a vender apostas sobre a data de saída de um e a entrada do outro.

Não vou matar mais a cabeça com contas complicadas para o governo e para o estado, senão o meu estado é que começa a inspirar cuidado. Sobretudo com ideias paralelas. A concorrência pode tornar-se agressiva.