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afonsonunes

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21 Jan, 2015

VAMOS ÀS FUÇAS

 

Não sei porquê, mas esta ideia deu-me no goto. Apanhei-a no JN, cujo diretor manifestou um desejo quase imparável de ir às fuças ao diretor do CM. Uma daquelas querelas que não me importava nada de ver repetida.

Repetida entre outros jornais, entre televisões, entre amigos e inimigos, em suma, entre toda a gente e em qualquer lugar. E que ninguém me diga que isso seria aceitar a violência física como meio de substituir o diálogo.

Mas qual João! Ir às fuças, era muito mais cómodo que ter de inventar violências não físicas de toda a ordem e por toda a vida. Depois, sempre se podia responder, indo às fuças ao incontinente agressor. Vamos a isso.

Além disso, era um gozo a gente ver como é que se auto controlavam essas línguas e gargantas que não têm medo de nada, nem de ninguém. Embora custasse ver um lingrinhas a levar nas fuças de um matulão.

Mas, a gente já está habituado a ver poderosos a esmagar indefesos. Talvez fosse interessante assistir-se à inversão da situação. Um indefeso, de repente, poder ir às fuças de um poderoso habituado a esmagar.

Estou convencido de que, algumas modernices liberais da atualidade, teriam os dias contados. Não seria bem a lei de Talião, mas teria um efeito dissuasor semelhante. Uma espécie de quem vai à guerra, dá e leva.

Como no tempo da pedra lascada. Uma maneira muito mais ecológica de dar e levar. Nas fuças, claro. Sem paus, sem pistolas, sem espadas. Só a murro. Sempre com o espírito limpo de más intenções do Papa Francisco.

O mundo está mesmo a precisar de uma revolução qualquer. Por que não esta? Mas que vontade existe em tanta gente de poder dar resposta a tantas humilhações sofridas diariamente. Venha de lá uma lei, está bem?

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