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afonsonunes

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Que o mesmo é dizer, suponhamos. Pois, suponhamos que tudo o que se tem dito nos jornais sobre a justiça é verdade. Que Sócrates fez mesmo isso. Que Vara ajudou. E que as condenações de socialistas se confirmam.

Então, nessa base, vamos fazer umas comparações. Comecemos pelos dinheiros. Sócrates e os seus amigos, ricos ou pobres, andaram a trocar milhões em vários países. Dinheiros que os contribuintes não pagaram.

Dinheiros que, com luvas ou sem elas, beneficiaram o país. Foram negócios que, além das luvas, trouxeram para cá muita riqueza. Os Vistos Gold, segundo dizem, também trouxeram muito dinheiro para o país. Só?

No caso Sócrates só oiço falar de luvas em que os contribuintes não foram cravados nessa matéria. Já os dinheiros, milhões, das contrapartidas dos submarinos deviam ir para o estado. Mas foram para os bolsos de alguém.

Os dinheiros subtraídos do BPN, foram para os bolsos de alguém, mas foram os contribuintes que os repuseram. Tal como os outros negócios escuros de depósitos e de juros onde imperou a já conhecida fidalguia.

As calamidades do BES recaíram nos depositantes e também nos contribuintes. Mas os das luvas estão presos ou a caminho disso, enquanto os dos roubos e os que pretendem ignorá-los, andam à solta.

Dá que pensar esta dualidade de critérios e estas perversas maneiras de fazer justiça. Com ou sem irregularidades, uns favores e umas prendas dão para ir para a cadeia. Roubos ao estado e contribuintes, dão liberdade.

Uns prendem-se para investigar, à mais infundada denúncia anónima, outros nem sequer são investigados, apesar de factos que, da maneira como são abafados, se conclui do modo descarado como foram tratados.

Há lá maneira de perceber como sucateiros e sucatas levem penas de prisão pesadíssimas e vigaristas de muitos milhares e milhões andem por aí sem que ninguém pergunte pelo nosso dinheiro. O dos contribuintes.

Aliás, nem seria preciso comparar mais nada. O alarido permanente que rodeia Sócrates e o PS antes das eleições e o silêncio sobre os corruptos dos partidos da coligação. Há pré-corruptos maus e corruptos muito bons.

E já que se fala muito nos prejuízos da Operação Marques para o PS, valeria a pena avaliar os prejuízos para a coligação, resultantes das muitas operações que não chegaram a começar, ou acabaram antes do tempo.