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afonsonunes

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26 Jun, 2015

VÁMOS LÁ VER

 

Não sei bem onde, mas já ouvi esta frase, vamos lá ver, uma infinidade de vezes. É assim uma espécie de pausa antes de responder a uma pergunta. É uma pequena reflexão para que não haja precipitações nas respostas.

Pois então vamos lá ver, mesmo sem ninguém me ter perguntado nada. Não há jornalista que se preze que, sempre que está perante António Costa, não lhe faça perguntas sobre José Sócrates e os danos para o PS.

Vamos lá ver, parece que não seria descabido, melhor, seria muito mais lógico, que perguntassem a Passos, que se recandidata, quais os danos para o PSD, por exemplo, dos efeitos do escuríssimo caso Tecnoforma.

E vamos lá ver, por que carga de água, nenhum jornalista se dispõe a arriscar uma perguntinha a Paulo Portas, sobre o caso dos submarinos. É que é das tais coisas que ainda ninguém percebeu um fim tão prematuro.

Está mais que visto que Costa, pelo menos que eu saiba, não tem caso nenhum escondido com rabo de fora. A menos que seja um caso, ter sido governante, provavelmente, amigo de Sócrates. Mas então, vamos lá ver.

Passos tem o seu vice MAC no PSD. Deve ser seu amigo, claro. Tem, deve ter, muitos amigos dentro do PSD, como Duarte Lima, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, entre muitos outros, que podem causar danos ao PSD.

Vamos lá ver, Portas, tem como companheiro no governo, o amigo Passos, que tem os amigos que tem e tem os casos que tem. E têm ambos o grande caso de terem enganado e continuam a enganar os eleitores.

Vamos lá ver, eu sei perfeitamente que os jornalistas têm o direito de escolher os seus amigos de estimação e as suas perguntas prediletas. Longe de mim, ignorar isso. Mas o que não devem é ignorar a sua ética.

Pois bem, vamos lá ver, os eleitores têm todo o direito a uma informação séria, plural e isenta. No que toca a informação sobre eleições, nem seria preciso fazer comparações. Sócrates não é candidato a nada dentro do PS.

Já no PSD e no CDS, os candidatos com casos, são candidatos a novos ou a futuros mandatos e isso não constitui problema nenhum. Já o mesmo não se passa com Costa, sem casos, mas talvez com o problema de ser sério.