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afonsonunes

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Os novos vocábulos ainda não constam do dicionário nem, obviamente, do novo acordo. No entanto, trata-se de um incompreensível atraso de quem devia estar atento a todas as atualizações das nossas línguas.

É sabido que já lá vai o tempo da velha fidalguia. Tal como o dos fidalgos de então. Os que ainda existam, já não são apelidados com essa cortesia. Hoje, são os conhecidos vidalgos e constituem a nova e distinta vidalguia.

Portanto, fidalgos e fidalguia estão definitivamente fora de circulação. Os vidalgos e a vidalguia tomaram-lhes os honrosos lugares. Com as mesmas prerrogativas honoríficas, embora com maior amplitude de poderes.

Os vidalgos são o núcleo duro de um alargado leque de circundantes, que garantem a integridade e a vitalidade de toda a vidalguia. São o escudo invisível que lhes dá proteção contra todas as marés, vivas ou mortas.  

Há quem pense, e quem diga, que esta vidalguia emergiu do facto de ter surgido em alta, a socratia, que logo entrou em rotura com a saga dos vidalgos. E foi assim que nasceu a guerra entre a vidalguia e a socratia.

Estas guerras deixam marcas por muitos anos e a própria história de Portugal, não deixará que elas caiam no esquecimento. A socratia e a vidalguia vão ter destinos diferentes na reconversão deste país adiado.

Até porque, naturalmente, com a queda de uma delas, mudam os núcleos e mudam as cercanias, tal como os circundantes. Inevitavelmente. A vidalguia e os seus vidalgos, julgam que não. Vão acabar por cair julgando.