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afonsonunes

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05 Mai, 2017

Vídeo árbitros


Desta vez é que o país vai entrar nos eixos. Obviamente por causa dos vídeo árbitros que já vêm a caminho, para já, para os jogos de futebol da primeira liga. E é bom que se comece pelo futebol, ou não fosse a bola o fator mais influente no comportamento dos portugueses.

Estou em crer que os doentinhos e os maluquinhos clubísticos, diferentes uns dos outros, lá irão descobrir novas maneiras de ver erros a prejudicar sempre os seus clubes. É natural. Mas quem é que acredita que haverá campeões limpinhos, sem ajudas, sem favores, sem pancadarias, sem vídeos viciados...

Sim, alguém acredita que nos estádios não mais haverá cadeiras partidas, insultos aos árbitros, assobios aos vídeos que, dirão, também serão comandados e manipulados por árbitros. Claro que os árbitros não são comandantes e manipuladores só porque gostam de o fazer. Quando o são, fazem-no a mando de alguém.

Portanto, agora parece que estão todos de acordo. Presidentes dos clubes, jogadores e adeptos. Vamos ver até quando. Até porque a opinião do árbitro de campo vai prevalecer sempre sobre a versão do vídeo árbitro. Daí que veja claramente que alguns presidentes continuem com a velha canção do bandido.

E a apresentar queixas de toda a ordem, armados nos maiores combatentes dos males de que eles são os maiores causadores. E, como até aqui, a incendiar as mentes dos adeptos com as suas verborreias vazias. E a levar quem manda nos órgãos do desporto, a ter motivos para mostrar o seu lado de plano inclinado.

Pois, mas na política também há árbitros e até um super árbitro. Lá virá o tempo em que o vídeo árbitro chegará a estas paragens. E, se ele for eficaz no futebol, pois, que venha ele para a política logo que seja testado na bola. É que aqui e ali, há muitos presidentes, há muitos jogadores e há muitos seguidores.

É evidente que na política há muito mais quem apite, com apitos muito mais diversificados, logo, com ruídos permanentes, gritos desesperados e ódios que não ficam atrás dos da bola, com menos cadeiras partidas, mas com mais contentores do lixo incendiados e com as ruas a servirem de estádios sem bancadas.

Só vejo um probleminha nesta inovação dos vídeo árbitros na política. Onde será mais urgente e mais conveniente a instalação desses equipamentos. Aqui, nunca seria possível obter a unanimidade desta inovação. E duvido muito que algum dos políticos permitisse sujeitar-se à presença de um vídeo árbitro no seu gabinete ou no seu partido.

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