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afonsonunes

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10 Ago, 2014

VÍTOR, O BENTO

 

 

Mais um nome para a história da salvação do país. Não fora a sua generosa decisão de deixar tudo, todo o seu bem bom, e o país teria entrado num inevitável debacle. Pensou, e bem, a pátria, primeiro.

Pensava eu que quem tinha o exclusivo do patriotismo, a ideia salvadora de uma noite de pesadelo, havia sido Costa, o Carlos. Dou a mão à palmatória por, mais uma vez, demonstrar a minha ignorância.

Soube agora que Vítor, o Bento, tinha uma bela vida, ganhava bem, tinha tempo para tudo, mas preferiu abdicar dessa felicidade, para que a pátria e os portugueses recebessem tudo o que ele deixou.

Porém, devo confessar que também estava convencido de que Portas, o Paulo, mais a sua parceira Luís, a Maria, tinham tomado parte nessa heroica salvação. Sem esquecer Pedro, o Coelho.

E, ainda agora, não consigo abandonar a ideia de que o mais português de todos os portugueses, Silva, o Aníbal, não deixaria de entrar nessa missão quase impossível. Nem o país o deixaria de fora.

Mas, factos são factos e se, Vítor, o Bento, mesmo sem fundo de resolução, sem todos aqueles que não regulam bem e sem todos os que garantiram que houve uma regulação perfeita, diz que foi ele… 

Já agora, não posso deixar de meter a minha colherada. O país foi salvo, devido ao patriotismo de um, ou de todos os intervenientes. Só tenho pena que não se possa dizer o mesmo do banco que se finou.

Esse já não tem salvação possível. Mas, Salgado, o Ricardo, está de pé e cheio de fé. Afinal, ainda não terminou as orações de recuperação da vida que Vítor, o Bento, deixou. Santo, o Espírito, me valha.