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afonsonunes

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'Ser do Sporting não é dar desculpas, é vencer'. A frase não podia ser mais apropriada ao estado de espírito do presidente do clube de Alvalade. E ela revela bem o que tem sido a postura do seu autor.

A bonita frase parece ter sido um recado ao treinador Jorge Jesus, depois de uma derrota que deve ter doído muito a toda a comunidade leonina. Porém, quem mais tem dado desculpas para os fracassos é, precisamente, Bruno de Carvalho.

Ou, para dizer com mais apropriedade, ambos têm insistido nessa tecla da perseguição. Arbitragens, referências impróprias ao rival Benfica, especialmente ao seu presidente, queixas de meninos do coro, têm sido o pão nosso de cada dia.

Curiosamente, a derrota contra o Belenenses no último domingo, que teve foros de escandalosa, não teve queixas da arbitragem, nem foi atribuida a qualquer diatribe do vizinho da segunda circular. É caso para parafrasear Jesus, dizendo que o Belenenses pôs pedras no caminho dos leões.

Espírito Santo, treinador dos dragões e o homem que tem a pretensão de mais pressionar o Benfica antes dos jogos, quis que os líderes da Liga entrassem em segundo lugar no encontro com o Rio Ave. Enganou-se, pressionou tanto a sua própria equipa, que aumentou de três para cinco pontos o seu atraso. E também, desta vez, não se queixou da arbitragem... Estranhamente...

Este ente purificado com o nome de uma entidade santa e imaterial, deve ter-se esquecido completamente da finalidade da sua contratação. Que era, nem mais nem menos, olhar permanentemente para a sua equipa e levá-la a competir com equipas que lhe não compete dirigir, muito menos controlar.

Também se preocupou muito desde que ali assumiu funções, em proclamar como sua grande bandeira, ser o Dragão um reduto inatacável, uma base onde ninguém poderia conquistar pontos. Enganou-se, porque não existem redutos inconquistáveis. E foi exatamente, no Dragão, que aconteceram grandes surpresas.

Temos pois na primeira liga portuguesa, um Espírito Santo e um Jesus. À primeira vista, eles deviam dominar facilmente os outros, provavelmente ateus. E foi exatamente por aí que o Espírito Santo e o Jesus, com o seu rol de orações, não celestes, mas profanas, tentaram catequisar tudo e todos para as suas paróquias.

Porém, de fora desse meio sacro santo, apareceu um diabrete chamado Vitória. E mostrou que mais vale falar para os seus, que falar quase só e exclusivamente, dos seus adversários. Nem Deus deve ter gostado dessa postura. E o Vitória, tem somado vitórias, curtas, dizem alguns, mas vitórias, enquanto os que muito se benzem e rezam, lá vão ficando para trás, em caminhos que, dizem, lhes encheram de pedras... São calhaus, Senhor!