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afonsonunes

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11 Dez, 2014

VULCÕES

 

Há pessoas que têm a silhueta de um pico com um vulcão no cocuruto da cabecinha. Sim, porque muitos vulcões estão no pico das montanhas. Essas pessoas não são tão grandes, mas têm um pico. Maior ou menor.

Do vulcão do cimo desse pico, sai frequentemente aquela lava da cor do lume, incandescente e deslizante, levando a outros, aquela corrente que pretende passar por conforto de aquecimento, mas que não passa de lava.    

Se as pessoas fogem dela, o que é normal, essa lava dourada vai ficando escura como breu, suja como tudo o que é excremento, ao espraiar-se pelos campos onde alguns não tiveram a visão do que ia acontecer-lhes.

Desses vulcões de radicalismos, explodem chispas de fogo em todas as direções, mas tem dias em que a lava tem um sentido único. E quando pretende lavar alguma coisa, apenas suja a sua própria cratera.

Já há quem comece a falar de Natal, como aquela época de paz e coisa e tal. Mas à vista desarmada, só lava. Do resto, nem indícios, nem suspeitas, nem desconfianças. O que está dentro delas é igual ao que nos mostram.

Outros vulcões ameaçam entrar em atividade. Com indícios, ou suspeitas, ou desconfianças, em estado latente. Quase já na cratera, como outros em pleno efeito de foguetório. Os vulcões também nascem e morrem.

Naturalmente que mudam de picos, de montanhas e atingem outras gentes, outros campos. Não vale a pena pretender manter o nosso vulcão, a nossa lava e o nosso ego a larvar. Os tempos mudam e os ódios morrem.